Guitarrista ostentação, Steve Vai toca com orquestra e faz a guitarra 'falar'.

Ele lambeu guitarra e fez solos comemorados como gols no Rock in Rio. Brasileiros da Camerata Florianópolis acompanharam o guitarrista virtuose.

Steve Vai fez um show vibrante com a Camerata Florianópolis no encerramento do Palco Sunset nesta sexta-feira (25), último dia de rock pesado no Rock in Rio. O guitarrista virtuose norte-americano de 55 anos fez a guitarra “falar”, com vários momentos de interação com a plateia e arranjos interessantes com a orquestra.

O discípulo de Frank Zappa, que já tocou com meio mundo roqueiro, do pós-punk PiL ao hard rock Whitesnake, reuniu outros músicos no gargarejo para assisti-lo. Integrantes de ao menos duas atrações do mesmo palco, Nightwish e Clássicos do Terror, passaram por lá.

O espaço não estava cheio como nos outros shows finais do Palco Sunset. Mas os fanáticos na grade comemoravam cada parte mais difícil dos solos, como se fossem gols. A interação era forte, ainda mais para um show instrumental. O maestro da orquestra brasileira começou “regendo” os gritos do público. A violinista chamou atenção e teve um bom momento de solo, apesar da falha do som. Mais tarde, Steve “conversou” com os fãs usando a guitarra.

O encontro de músico popular com orquestra ao vivo já não é novidade, de Metallica a Chitãozinho & Chororó. Mas o show começou bem acima da média. “Kill the guy with the ball” abriu com um duelo de frases musicais trocadas entre as cordas da orquestra e a guitarra. O arranjo era engraçado, nada meloso, e Steve parecia endiabrado.

O show alternou estes bons momentos, menos convencionais, e outros em que a orquestra era pano de fundo dramático para os malabarismos do músico. Ele tem, sem dúvida, o dom de fazer a guitarra falar. O problema é quando ela só parece dizer: “Sou foda”. Melhor quando o “guitarrista ostentação” esbanja menos e experimenta mais.

Não que caras, bocas, reboladinho e até comemoração com punhos cerrados em certas notas não funcionem para incendiar o público. O último “malabarismo” foi lamber a guitarra, ao final de sua música mais conhecida, “For the love of God”. Pelo amor de Deus, não precisava disso. Você é foda mesmo assim, Steve.

Fonte: G1

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